A idéia é a desfaçatez do mistério
A idéia é a desfaçatez do mistério. Categoriza o indivíduo pelo senso político. Intitula destro ou canhoto com a voracidade do principiante. Deduz atrocidade ou alberga o título de destruidor do sistema. Já esclarecido pela lógica da idéia diz: conscientizado e não alienado. Aos poucos lê menos e vive pouco. Arroga-se no direito de ditar normas democraticamente consensuais. Pasme! Considera-se mais justo que a “maioria” por ser “ minoria”. Desventurado, pois de coitado não tem nada. Crê na razão já enlouquecida: o seu castelo de marfim construído suporta, quem sabe, as diabruras do real. Desfaz as complicações ao instituir o reino da mentira sobre si para encalhar no reino imaginário a perseguir “ moinhos de vento”. Ele pertence ao “ movimento ideológico e político” e já faz parte desse mundo. Esqueceu da armadilha do real. De mais a mais tenta transformar a realidade ao seu deslinde, como artesão desastrado e incongruente. No fim quando o sol tardar a aparecer – por ser considerado “ diplomático das coisas”- quem sabe, orgulhoso como és, sorrirá com gesto amargo ou, na melhor das incertezas, ajoelhará convencido da perda, mas com a nobreza do olhar.
Escrito por Tiago às 23h24
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