Brasil, Meu Brasil, brasileiro.
"O cocô é o resultado daquilo que alimenta nosso corpo, nossa mente, nosso espírito. E o que é o espírito? O espírito é deus. Portanto, o cocô é deus”.
Gilberto Gil, guardei essa frase do comentário no blog do André de Oliveira.
A cultura de um país envolve a experiência concreta dos seus indivíduos na existência da civilização. A experiência nasce do questionamento do homem sobre a realidade do ser; o questionamento pressupõe a busca pelo sentido da existência de modo que o fundamento seja essencial à compreensão. A tradição do conhecimento corresponde à comunicação substancial da experiência sob as formas culturais da arte, música, literatura e ciências. O enriquecimento intelectual e moral desse processo forma homens maduros, conscientes e participativos. Qualquer esboço de incultura na civilização madura seria motivo para intolerância individual. Uma frase como esta, acima, dita pelo Ministro da Cultura, representaria uma ofensa demasiada e sujeita ao desdém como um momento de sem-razão; não é preciso dizer que se peca pela boa lógica desde o mais elementar até o sentido que tal conceito não quer demonstrar. Nada mais se espera de um país em que tal hipótese passe tolerante pela consciência individual, num misto de bom -mocismo e ingenuidade idiota daquele que escuta. Esse país já se afastou e muito do comprometimento com a verdade e com a existência da civilização.
Escrito por Tiago às 13h04
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Definição razoável

Fórum Social Mundial é um espaço pudico de interação coletiva. Localizado na parte feliz do Rio Grande do Sul, tem como integrantes os indivíduos que não leram Raymond Aron, definidos como tipo: estudante-universitário-promissor- com camiseta Che Guevara ( Che Guevara fez quid pro quo). Aglomerados no “acampamento estudantil”, espécie de jardim das delícias de Epicuro, promovem a popularização dos chavões de luta contra o “neoliberalismo” através de palestras desinteressantes, sobre a qual o pensamento desemboca na paralaxe conceitual ou “ realidade alternativa”. Ao chegarem em casa, depois da festa, reparam que os pais precisam pagar CPMF mundial. Um outro mundo é possível.
Escrito por Tiago às 10h45
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Um clássico.

Escrito por Tiago às 19h38
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O mundo é meu umbigo.
Aprendi no sítio monocolor do Tião Salgado -acreditando que o mundo seja uma maquete perfeita da imaginação preto-e-branca, que o artista em questão "fotografa-se com toda a carga ideológica". Desinteressante. Sempre desaprecio fotógrafos que se consideram especiais pelo seu capacitador ideológico, ainda mais com possibilidade de recarga automática.
Acrescento ainda seu reducionismo acachapante emoldurando o tipo homem-comum-e-digno, esquecendo-se das projeções de burocratas, servidores públicos, servidores transitórios, honoríficos ou homem do caixa dois. O pequeno e médio empresários também estão excluídos. Visivelmente é uma forma de discriminação com a coletividade.
Escrito por Tiago às 23h37
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A segurança e zelo da Mamãe.
Intriga-me a segurança do brasileiro-padrão, o Zé Carioca, para com o Estado. É batata, não tem como fugir; todos querem mamar nas Grandes Tetas da Mamãe Coercitiva. O clichê utilizado em qualquer bate-papo, seja dos mais familiares aos estranhos do dia-a-dia é o seguinte: prestar um concurso público e ganhar dinheiro.
Nas entrelinhas diz-se às custas de todo mundo...
Impõe-se essa máxima como coincidência à necessidade da vida “realizada” e “segura”, já que o Estado nunca atrasa nos seus pagamentos.
Obviamente significa ingenuidade declarada ou falácia de oportunistas coincidentes no aspecto esquizofrênico: são as tais pessoas que criticam o abusivo quantitativo de impostos e não se vexam de detê-los para si.
Escrito por Tiago às 22h39
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Reducionismo
Ter orgulho em ser brasileiro é conviver na segunda realidade; certa espécie de mitologia política criada em prol do esquecimento da verdade. Ser brasileiro e nunca desistir é sintoma de idiotice, sou brasileiro e tenho aptidão de perder; um exemplo seria a literal soma de impostos ao bel prazer.
Literatura brasileira genuína é repertório da mediocridade humana, analisam-se tipos característicos – eu quero uma casa no campo -e esquecem dos universais. Nesse diapasão, hum, não há bons escritores brasileiros, exceto Machado de Assis, pois se inspirou do lado de fora.
Escrito por Tiago às 23h33
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O mestre do terno Hugo Boss mostrou " um mundo de coisas belas".
Escutei o pré-conceito “capacidade emocional e ideológica” em determinada lide e a vontade sorrateira, a temeridade, determinou meu desejo de confinação em uma bolha prontamente o autor revelasse a qualidade de tal experiência mística. O arauto não revela a preciosidade, mas gratuitamente fornece o conhecimento de que “ cada um possui uma capacidade de emoção e ideologia diferenciada”. O mundo se transforma. Obsequioso, diletante e hilário, mestre da cornucópia, perguntar-me-ia qual a marca do meu capacitador ideológico, se ele possui ponteiros que vai da esquerda para a direita tão logo a mente imaginativa queira? All right, sim, o mestre é um PHd em destruição da linguagem, ele fornece a linha de pensamento precisa, no entanto não compreende o que significa a tal palavra “ capacidade emocional e ideológica”, nem tampouco pensou a respeito, já que sua magnificência está a serviço da humanidade.
Escrito por Tiago às 14h14
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