Pé de coelho para ano que vem, diz Terno Hugo Boss.
Meu afortunado terno Hugo Boss solicita embargos de declaração contra minha atitude de boicotar a retrospectiva deste ano que se finda. Ele deseja conhecer a profundidade dos acontecimentos e fornecer simpatias para vindouro ano.
Como acredito que a maioria dos brasileiros fornece azo às mandingas supersticiosas, permito a tergiversação do prestimoso e declaro improcedente a retrospectiva.
Diz o arauto do bom-ano que façam o seguinte afim de que nicromantes desapareçam: usem filtro solar, não comam aves que ciscam para trás ( pode comer se ciscar para frente), tenham fé no Fome Zero, sejam idealistas demasiadamente – ou seja, somente conservem como universitários- pule ondas se morar no litoral e acreditem na ONU.
Escrito por Tiago às 22h58
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Ombudsman natalino.
Término da festividade assalta-me o padrão-pessoa-idiota sobre o qual a fac-símile comenta sobre os acontecimentos natalinos- por favor, conserve o silêncio- e deseja-me sucesso. Comentar sobre aspectos natalinos é deselegante, ora, pois, a designação do aspecto a ser comentado assevera tudo; menos que o Natal representa, por exemplo, o simples nascimento de Cristo por tradição de mais de dois mil anos. Dizem que o Natal é comercial demais e o papai noel é um velho -sem -graça, o que não olvida de aplausos e donaires, porém sem a pura verdade. Na realidade ficar metrificando a ladainha de que o Natal representa essas anteriores é por demais enfadonho e falso.
Outra prática: desejar-me sucesso presente e futuro e já digo, sem remorso, que tento ser cético nesses aspectos mundanos e o porvir só a incerteza da vida reserva.
Escrito por Tiago às 13h15
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Feliz Natal.
Deixo-lhes em presença do poeta e desejo, sem falta, um feliz e Sagrado Natal.
CANTO DE NATAL
Belo Belo – Manuel Bandeira
O nosso menino
Nasceu em Belém.
Nasceu tão-somente
Para querer bem.
Nasceu sobre as palhas
O nosso menino.
Mas a mãe sabia
Que ele era divino.
Vem para sofrer
A morte na cruz,
O nosso menino.
Seu nome é Jesus.
Por nós ele aceita
O humano destino:
Louvemos a glória
De Jesus menino.
Escrito por Tiago às 18h54
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Diálogo curto:
Indivíduo A- Você é cristão?
Indivíduo B- Tento ser.
Indivíduo A- Nada contra o cristianismo, mas...
Indivíduo B- Não, tudo bem, eu carrego a cruz todos os dias.
Indivíduo A- Não entendi.
IndivíduoB- Por enquanto você não entenderia mesmo.
Escrito por Tiago às 23h11
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A jovem da pérola. Jan Vermeer.

Escrito por Tiago às 09h09
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" A derrota nunca é só derrota"

O sobressalto de fim-de-ano no qual a relação de parentesco torna-se afável por benfeitorias, caro leitor, por que não presentear a nona sem a graça, o cunhado audacioso, a vovó caritativa ou a sogra com o exemplar de um bom livro?
Fui presenteado, ou me presenteei, com o livro “ A viagem vertical de Enrique Vila-Matas, ideal para finais de ano fracassados. Obra prima estupenda que trata da peregrinação de um velho homem pelo sentido, um recomeçar da vida perante à má fortuna que ocorreu furtivamente, desta que surge nos momentos da incerta trajetória humana que não se permite prever. Já virou meu livro de cabeceira e desejo ser Frederico Mayol desde pequeno.
O que está esperando? O amigo do Láscio já comprou para a tia.
Escrito por Tiago às 17h14
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6 breves pensamentos sobre a - realidade do cotidiano- Por favor, verbas para meu documentário.
1- Faz breve tempo que manifestei o afastamento compulsório das atualidades do mundo, por exemplo, a leitura do cotidiano por um jornal. O hábito dessa cultura – estamos em época moderna – é sofrível, apesar dos abastados – pensadores – colocarem o “ mundo sujeito às mudanças” e o objeto jornal como o necessário veículo de comunicação globalizado. È uma desnecessidade dizer tal psicologia, sou um sedentário por comunicação, admito com veemência.
Insuportável o sujeito que vem com palavras do dia-dia e tem linguajar de redação jornalística: “ é necessário” e “ é preciso”...
2- Em verdade, eu preciso lavar minhas ceroulas, disse, pensei.
3- Zé Dirceu, ministro chefe da Casa Civil, em reportagem no Estadão:
“O Brasil precisa de planejamento, burocracia civil competente e de um Estado de bem-estar social”.
4- O que o Brasil precisa ?
Pesquise no Google:
Clique Aqui!!
5- Agora a lenda da criação.
Antes de qualquer burocrata, existiu“Macunaíma rei filósofo da pujança” :
“POUCA SAÚDE E MUITA SAÚVA, OS MALES DO BRASIL SÃO”
6- Vou iniciar uma ONG e promover a campanha: eu tenho fé na burocracia.
Escrito por Tiago às 15h14
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Bob Dylan
"Era como estar em um conto de Edgar Allan Poe, no qual um personagem não é aquele que todo mundo pensa, apesar de todos falarem desta pessoa da mesma maneira"
"Nunca quis ser profeta nem salvador"
"No máximo Elvis. Posso me imaginar me transformando nele. Mas profeta? Não."
"Ai, Meu Deus!... Fiquei tão enojado que queria me rasgar todo"
"Devem ter posto mapas na estrada para nossa casa nos 50 Estados do país para bandos de fugitivos da escola e viciados em droga", dizia então, confessando seu desejo de "colocar fogo nesta gente".
"O mundo era absurdo... eu tinha poucas coisas em comum com uma geração que não conhecia e da qual diziam que eu era um dos porta-vozes"
Não estava com a cultura antipopular nem nada e não tinha ambições de mudar as coisas. Só pensava que a cultura dominante era um fracasso e um grande engano".
Mais Bob Dylan aqui !!
Escrito por Tiago às 18h28
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Vovô quer comunhão universal de bens.
O Direito de Família de outrora, alhures por antigos, significava no código vovô ( 1916) que o homem, sexo mais forte na relação hetero afetiva ( observação: palavra inclusiva) , era o chefe da sociedade conjugal. Em caso de empate, a decisão não seria pelo tiro ao gol ou lance de sorte com moedinhas, mas por escolha livre do maridão. Tempos bons. Não obstante sempre acreditei que a mulher tinha, in facto, o domínio da relação jurídica como credora das benesses masculinas e mais...
As mulheres sempre possuíam o certo controle subliminar in foro, ou seja, uma tal elegância com aquele charme sine qua non que deixaria qualquer um de boca aberta.
Eu digo por experiência concreta. Minha mulher manda na sociedade conjugal e o princípio da igualdade entre cônjuges é só para, digamos pelo bom provérbio, apimentar o relacionamento.
Há certas peculiaridades provincianas no código bebê ( 2002), mormente no tocante ao homem de idade avançada ou titio bom vivente que deseja casar com Lo-li-ta, vice e versa ( sinta como Nabokov, estalando no céu da boca, o último liame do li-taa) e ter com ela um “ regime de bens” qualquer, sem metáfora.
Veja:
Art 1641, II do Código Civil.
As disposições legais obrigam a separação de bens; acredita o legislador papaizão que faz um bem ao velho alcunhando o título de otário, pois todas as relações têm interesse ( $$) jurídico envolvido e efeito erga omnes. Foi o tempo em que os casais tinham bona fide.
E, por fim, Dire Straits:
Money for nothin' and your chicks for free Money for nothin' and chicks for free
Escrito por Tiago às 14h52
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Idealidade do objeto.
"Meu sem-par terno Hugo Boss é - pessoa ideal- para se conhecer num churrasco universitário"
Recordações do poema-piada brasileirinho no qual Marcel Proust não teve oportunidade de ler.
Ou da projeção ideal e a diversidade da realidade concreta do lugar.
Escrito por Tiago às 12h13
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OITO COLUNAS
Sócrates:
É muita gentileza de tua parte, Cálicles. Mas, dispor-se-á ele, de fato, a conversar conosco? Desejo perguntar-lhe em que consiste a força de sua arte e o que é que ele professa e ensina. Quanto ao resto da exposição, poderá ficar, como disseste, para outra oportunidade.
Segunda parte da meditação sobre Górgias:
CLIQUE AQUI !
Escrito por Tiago às 15h20
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