Politicamente incorreto


Meu dever, seu direito, etc..

Hoje fiz meu “dever cívico”( Humm.) e concretizei minha responsabilidade de “bom cidadão”, para o Estado, diga-se de passagem.

Note que “responsabilidade”, “ dever”, “ direito” têm -tão sempre- uma conotação com o Grande Papaizão Coercitivo;  ser cidadão moderno é o pertencer mediato ao Estado, tal situação jurídica inexistente na Política de Aristóteles.

Porém os “ tempos são outros” para o estagirita, dirá um do “ seu tempo”. Desse modo sou deveras desobediente civil, nestes tempos, já que procuro “ tempo transcendente a este”; na realidade  todo esse blá-blá-blá é que faz o homem se amarrar cada vez mais ao próprio covil, a ilusão da perspectiva de um “reino-aqui-na-terra”. O Reino verdadeiro é de outro mundo.



Escrito por Tiago às 12h54
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José Maria

 Coletivamente sou “pessoa humana”, para a Lei. Não conhecia essa peculiaridade provinciana, mas a lei municipal no 11.643/2003 diz assim. ( http://www.campinas.sp.gov.br/bibjuri/lei11643.htm )

 

Então eu sou, oras, pois. Fico intrigado com o fato de que possa existir pessoa não humana, mas seria inoportuno, contraditório dizer tal premissa, pois pessoas são tautologicamente humanas e fim de papo.

 

E viva à inclusão de anões, dígitos e serafins.

 



Escrito por Tiago às 15h21
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Let go, let's go, discothèque. Go, go, let go, discothèque.

-          Conheci uma tese acadêmica de nome “o relativismo e o hedonismo, mil e uma facetas do real”, vangloriosa carnavalesca e sagaz, menos relevante do que pedante;  escute doutor aliteração.  Preferi argüir assuntos proveitosos através da análise, não-cartesiana, dos hábitos juvenis, sendo um deles de flagrante delito, um tal movimento de espírito que se verifica nos momentos dos quais o jovem se depara com o silêncio da eternidade e não o sente, sem qualquer menção ao empirismo de Hume, diga-se de passagem, já que se perfaz num sentir metafísico das coisas.

 

-          E como o senhor comparação vê, sente e atribui as coisas ao nome que lhe valha?

 

-          Atribuo-lhes a mania de “ baladas”, aí está todo o mal que nossa juventude possa ter com o agouro da modernidade, não há sequer uma completude nisso tudo. Evidentemente é um caso de prisão de espírito instantânea.

 

-          E doutor explicação, qual conceito que se dá à gíria oportuna?

 

-          Balada é tudo aquilo que se consubstancia numa festa onde pessoas praticam o desconhecimento. Lembrei, no momento, de um filme, cuja festa negra e os mascarados representam o inferno humano.

 

-          Juvenis com cabeça Red Bull decidem ir aos lugares da badalação a fim de “ conhecer pessoas”, mas o que vejo, dileto senhor aliteração, é uma completa falta de comunicação entre os desejosos em contatos, prefiro suicidar-me ao me ver  em tal situação de fato.

 

-          Um bom livro é a fuga necessária para esses prazeres desnecessários, comandante trocadilho, primordialmente algum que funcione como memória de outrora, por exemplo, o Banquete de Aristócles.

 

-          Responda popularmente, Platão, oras, pois. Talvez seja mais adequado trancar-se no seu quarto silenciosamente escuro e escutar o próprio espelho.

 

 



Escrito por Tiago às 16h32
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Notas acadêmicas

O Centro Acadêmico, meu “inimigo político número dois”, promove todo ano a semana jurídica, na qual o não-debate proveniente das inúmeras sem-razões proferidas apresentam-se perante desinteressantes alunos-de-direito.

O tema desta semana será algo como “a função social do Direito e sua hermenêutica crítica” e por aí vocês já sabem o que vem pela frente; só na terça feira - nós- teremos uma apologética das boas, presumo sem intenção: “ Direito e marxismo”; “ O Direito transformando a Comunidade” e no final a arte cinematográfica, com algum filme de Kubrick? Não, simplesmente “ Tiros em Columbine” para alegria da mocidade acadêmica.

Como as anteriores, haverá colegas de batuta  saindo antes, não por considerar tudo aquilo uma patotinha de doutrinação ideológica gratuita, mas pelo interesse por princípios como o hedonismo.



Escrito por Tiago às 11h58
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Pesquisa bibliográfica

Meu estimado inimigo político, o terno Hugo Boss, enfatizou que bibliotecas universitárias são templos do saber, onde estudiosos se digladiam pelo único discurso disponível de Rui Barbosa. Ele tem mania de ser poliana, ás vezes. Em verdade, bibliotecas geralmente são sombrias e solitárias inerentes ao lirismo comedido, exceto por um “colega potencialmente jurista” desejoso em decorar os preceitos legais e ser “advogado favorito”, algo como puxa-saco padrão.

 

 



Escrito por Tiago às 17h02
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Citação de cabeceira...

Mentes joviais insistiram na peleja com frases.  Compareço ao bate bola com a famosa frase inicial do Manifesto de Karl, aspirando fantasmagorias no Velho Continente. Dizem que Karl estava dentro de uma bolha quando gritou e vomitou ao mesmo tempo:

 

“Um espectro ronda a Europa – o espectro do comunismo”

 

E no fim, tudo vira chavão.



Escrito por Tiago às 22h35
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Pensamento salutar

“ Somos tão presunçosos que desejaríamos ser conhecidos por toda a Terra, e mesmo por aqueles que existirem quando já não formos deste mundo; e somos tão vãos que a estima de cinco ou seis pessoas que nos rodeiam basta para entreter-nos e contentar-nos.”

 

Pascal



Escrito por Tiago às 11h16
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Subjetivismo matinal segundo ato.

Surgindo a peleja concreta, ou mote para dar nome ao boi do amigo Flamarion, disponibilizo a versão apurada do mini conto faz-de-conta: a galinha perneta e a águia.

 

Era uma vez... o que era; se for bem, para todos seja; se mal, para quem o buscar,  um biscainho eco-espiritualista que foi à terra vizinha furtar uma galinha perneta para mantê-la junto com as águias do seu arrazoado, fazê-la voar, etc... Acreditava o biscainho que a galinha tinha “condição social menos favorecida”, e tal situação era motivo para transformá-la numa audaz águia. Tentou reza brava, panteísmo através da Mãe Terra pela igualdade de oportunidades entre a fauna, tudo em vão.

Já a galinha não acreditava em nada disso, apenas desejava saber como ciscar sem uma perna, mas tergiversou na proposta... Conversou com as águias do arrazoado em linguagem esperanto e fizeram uma troca: as águias traziam o alimento nutritivo da galinha e esta botava seus ovos para sustento das águias. E  assim sobreviveu a galinha deveras esperta, enriquecendo o arrazoado sem intervenção do  biscainho, mui  pensativo com novas e  mirabolantes idéias.



Escrito por Tiago às 10h39
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Subjetivismo matinal.

“Ouse, tergiverse toscamente..

 Considere moinhos de vento como gigantes mitológicos

Inove!”.

 

Retirado do livro ficção do frei guru, mil e uma lições para ser um idiotapadrão



Escrito por Tiago às 11h04
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Informativo diário: agora o invasor pode ser seu locatário.

Entrementes, alguns excessos convêm, como o dito conceito do homem parcimonioso. Este sabe que é deselegante invadir voluntariamente terreno alheio ao seu, tudo isso concernente à fiel tradição das leis cavalheirescas do bom senso e prudência repassada de mão em mão, escrita ou oralmente, por antepassados.

 

Um espectro quixoteano disse a mim sobre as possibilidades da invasão de vendas que se parecem aos castelos medievais.

 

 

Ao que parece: certas conclusões jurisprudenciais são como certas bulas de remédio vencidas, ou pareceres de advogados especialistas são como receituários de médicos espíritas.  Conversando amigavelmente com alguém, este me disse que sua propriedade foi invadida por outro alguém do movimento sem teto e que, consoante às ingerências de lei, não há ali ação de reintegração de posse (até esse momento ficarei alheio às discussões quanto à posse e propriedade para o direito), mas, tão somente, ação de despejo, já que o sujeito que invadiu é somente locatário sem o ser efetivamente, já que não há um contrato de locação tácito ou expresso, mas simplesmente vontade deselegante de ser dono sabendo que não o é. Disse que assim está na lei, e que tal lei é dessa forma.  E tudo isso se passa num tribunal do centro oeste desse Brasilzão.

Pensei no que aprendi do material civil e só cheguei à conclusão da reintegração de posse, pois ali se torna patente a distinção de espécies. Mas daí ter alguns que considerem o invasor um locatário, só não esperando os alugueres.



Escrito por Tiago às 15h13
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Dobraduras diárias

Conheci um sujeito viciado em leitura de jornal com psique totalmente informativa.  Indicava-me cada momento marcante do dia, principalmente no tocante às discussões nas páginas de política.  Estipulava os pormenores da nação, dava-me gráficos e estatísticas sobre as prospectivas da economia.

Disse-lhe que só aprecio jornais ao domingo, e olhe lá, depois do almoço, desde que não tenha um bom livro pra ler. 

 

Como? – indagou-me o incauto – Você não fica sabendo das últimas?

 

Ultimamente passou-me o pensamento de elaborar arte com as folhas de jornal, pela utopia da utilidade, criar origami em formato de ideograma Kandi, talvez o formato de um asno, ou coisa parecida, segundo opinião comum.

 

 



Escrito por Tiago às 10h54
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O retorno do Terno Hugo Boss, o filho dileto volta ao lar.

Existem ignorantes de direito que não conhecem toda completude do sistema normativo. De tal sorte que a ignorância, ou melhor: a falta de conhecimento do sistema normativo é subterfúgio útil para adquirir a justiça no caso concreto; já o conhecer é suporte fático ( utilizo-me de uma paráfrase pontes mirandense) eficiente para o desfazimento da personalidade jurídica de advogados desejosos em aplicar o “Direito” na realidade.

 

... 

 

Meu terno Hugo Boss argumentou que a realidade não existe, há apenas versões sobre fatos.

 

Daí a conclusão do pedantismo de certos advogados e da utilidade na imediata extinção de todo advogado que persevera no argumento absurdo, o que coloca a versão acima do fato concreto.

 

O terno Hugo Boss é pacificador, ele disse-me que essas coisas de extinção "descriminam" a classe advocatícia.

 

Em verdade, argumentei que certos advogados e só todo aquele que considera o mundo uma grande causa de direito processual.

 

Há, entendo, sentenciou meu terno Hugo Boss. 

Escrito por Tiago às 10h23
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Eis uma reflexão.

O conhecimento considera-se justamente pela sua significação da adequação do intelecto à coisa. Portanto, o conhecer não é um ato puro de se conhecer, desvinculado de qualquer substancialidade ou acidentalidade da coisa que se conhece. Mas também não é só isso, o conhecimento só se evidencia com certa noção de que ao mesmo que tempo que se conhece é também conhecido, sem qualquer vinculação com a “consciência retroativa” hegeliana, mas com o fato do “ conhece a ti mesmo”, ou seja, só é passível de se conhecer aquele que, sinceramente, despoja-se de qualquer falsidade que tenha sobre si mesmo.

Acredito ainda que não é só isso, mas há uma parcela de intuição presente no ato, conjuntamente com uma série de fatores que me levam a crer que conhecimento empírico e metaforicamente emoldurado nada significa, ou significa arremedo de algo maior. Só há conhecimento sobre aquele experimenta algo; a experiência não é uma série de sensações auto evidentes, mas um complemento delas num todo maior que é o próprio ato de conhecer.

 

 

Não é juízo de valor: só há bons conhecedores se estes são homens maduros.

 

Maturidade não representa passagem do tempo, exceto por sua acidentalidade. O homem maduro é o individuo que detém necessariamente de qualidades intelectuais e morais imprescindíveis.

Maturidade conquista-se com experiência da vida, não há sequer um “homem maduro” no sujeito que se abstém das experiências humanas mais caras por medo de errar, talvez por possuir uma imagem ideal da “personalidade perfeita” ou beatificada, porém totalmente petrificada por algo que não é; o verdadeiro homem maduro não está plenamente satisfeito de suas virtudes, mas completamente insatisfeito do seu crescimento. Está plenamente na busca e não se acomoda com “estados de espírito”, como o próprio asceta desconfiado do estado da ascese.

  



Escrito por Tiago às 16h22
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Da política à filosofia

De domingo pra cá, aspirei política por todos os lados e consegui uma definição plausível sobre tudo isso que aconteceu: política é o estado de espírito fugaz a que se faz momentaneamente tudo pelos outros.

Impressiona-me observar como preocupação o fato da existência de bons políticos que fazem tudo. Acredito que é necessário antes verificar os rumos da própria casa.

 

Entretanto, é a resposta pela qual entendi certas aspirações políticas:

 

http://oitocolunas.blogs.sapo.pt/

 

...

 

Literalmente, sofistas como Górgias, Cálicles, Hípias e Protágoras foram necessários em certo sentido através da verdadeira revelação que foi Sócrates.

Nesse sentido, os sofistas são indivíduos que propalavam a persuasão racional através do jugo malicioso do verdadeiro no falso a fim do interesse pessoal.

 Já Sócrates  é o indivíduo que investiga profundamente a natureza humana aquém de qualquer interesse a menos que os fins ultrapassem qualquer contingente humano. Essa é a mais valiosa maneira de se conceber as coisas. Vê-las de cima.

 



Escrito por Tiago às 20h42
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