Quando a película ultrapassa seu criador...

Independentemente das perspectivas de Lars von Trier :” The film was certainly inspired by Brecht. I would prefer to call it second-hand inspiration, though” ( palavras de sua entrevista a Guardian),
DOGVILLE trata de certas peculiaridades da existência humana: a aceitação da Graça, Misericórdia X Castigo, todos habilmente evidenciados do começo ao fim; visão das coisas que Brecht não teve com seu materialismo tacanho. O que me leva a entender as duas possibilidades, desde que assegurem o direito a injuria: aceita-se um copo de Martine ao autor, ou este estava completamente lúcido, e a obra ultrapassou suas perspectivas... Acontece.
Escrito por Tiago às 18h00
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Para Debora
Memorais para o dia 28..(Questão complexa, Art 454 &3 do Código de Processo Civil)
Ou.... Segundo a escolha de Ortega Y Gasset ( Estudos sobre o amor):
"...el enamorado se siente entregado totalmente al que ama. "
Consoante a Elvis Costello:
"She May be the face I can't forget. A trace of pleasure or regret May be my treasure or the price I have to pay. She may be the song that summer sings. May be the chill that autumn brings. May be a hundred different things Within the measure of a day"
E pra finalizar, Bob Dylan:
And if I pass this way again, you can rest assured
I'll always do my best for her, on that I give my word
In a world of steel-eyed death, and men who are fighting to be warm.
"Come in," she said,
"I'll give you shelter from the storm."
Escrito por Tiago às 14h08
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Conheces a ti mesmo, original, sem gnosticismo
Outrossim, o ancião longínquo, aspecto jurídico-clássico, argumentou-me a respeito das ingerências da vida: “Posto que o corpo e a alma são unidade, age conforme pensa, pensas conforme sois”. Daí a celebre proposição socrática dos gorgianos, parafraseada: “antes, diga-me o que este imbecil seja”. Destarte, toda filosofia moderna torna-se inepta, passível de anulabilidade, pensaste o ancião.
Deveras.
Escrito por Tiago às 18h58
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Cuspida no prato
Idiot wind, blowing like a circle around my skull, From the Grand Coulee Dam to the Capitol. Idiot wind, blowing every time you move your teeth, You're an idiot, babe. It's a wonder that you still know how to breathe.
Idiot Wind, Bob Dylan, agora um dos maiores poetas do inglês, segundo especialista de Oxford.
Distingui-se poesia e farsa propriamente dita subscrevendo-se Bruno Tolentino e Arnaldo Antunes, o pulso ainda pulsa, tudo respectivamente.
Parece-me , ainda percorrendo os caminhos da alegoria, que a brasilidade digitalizada caracteriza-se por um grande Arnaldo Antunes menos refinado, com um dialeto mais concretista e um estruturalismo mais provinciano, oras, pois:
Trecho inventado de algum jus-filosofo do futuro:
" Issu ae, eu axu o jusnaturalismu trilegal. Hihihi! "
Eu não disse algo acima, foi apenas uma invenção, isso não existe, seria apenas algo da minha cabeça?
Bem, negar talvez seja a pior desculpa do tal Mundo-como-Ideia.
Petição Inicial: Indivíduos que criaram belas imagens na consciência e desistiram da vida como ela se apresenta.
Ou seja, de vez em quando com mau humor.
Escrito por Tiago às 18h29
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Humm...( 2)

http://mundoinsano.no.sapo.pt/index.html
Escrito por Tiago às 11h11
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A História Sem Fim

Bastian observando o horizonte:
- Conseguiremos empreender a igualdade?
Ideólogos aparentam viver no “The Never Ending Story”. Se permitir a alegoria. O jovem Bastian já com sucrilhos nas barbas, idealizando um novo horizonte, fim da “ desigualdade social”, “ justiça social”, “ bem comum”.
Um pouco alem; talvez seja o conceito “ bem comum” o mais usado no mundo-da-fantasia, lugar no qual cavalos voam e universitários acreditam no desbravador Che; agora com motocicleta, lutando por um ideal. Há um requinte nisso, percebam como o socialismo-fabiano universitário ou estou comendo camarãozinho com catupiry se inspira.
Escrito por Tiago às 12h58
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