Ode à burocracia.
O silêncio desses espaços burocráticos me apavora. Inicia-se com a denominação do estabelecimento, um Cartório para Registros, e resta nas pessoas sem individualidade, tratadas por um nome qualquer, algo semelhante à ficha catálogo para registros. Cada cartãozinho timbrado é um pagamento contribuído, sentenciado pelo tempo eficazmente marcado. Dizem os livros didáticos que a operabilidade do sistema é perfeita, porém sentencia-se como um cadafalso perfeito, harmonizado e tirânico: furta-lhe a esperança e dá-lhe o temor de um certo reconhecimento a negativa, conhece a ti mesmo por uma averbação.
Escrito por Tiago às 14h04
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Paranóico?

Ao assistir “Dr Strangelove” ( http://www.kubrick.com/ ) convenci-me de que alguns percalços humanos eram aparentemente resolvidos com uma paranóia. Só imagine que o problema está no processo de “fluoretação”, ou que céticos ( http://www.str.com.br/ca/index.html ) acreditam em asceses paranormais e homenzinhos verdes, mas nunca em evidências. É só representar um objeto, utilizando-se do espírito descuidado, e colocá-lo racionalmente em vida; ele se reproduzirá como Schopenhauer: mundos-como-representação.
Escrito por Tiago às 23h36
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Humm.....
Laços desvanecem e surgem as migalhas no lugar. Traços escurecidos, espectros invertidos pelo tempo, o ser doente, a ponto de explodir, inverter-se o rumo num instante, eis o momento da celeuma em que a solidão apresenta, enfrenta o choro incomum, incorruptível, inocente burburinho da Salvação, dói no peito a dádiva, abrigo no incompreendido, mas te sustenta, levanta e segue tua divida, a esperança. Pois, para que esse medo amargo? O lamento inconseqüente? Deixai que as fibras enfraqueçam, fidelidade passageira, enfrenta a dor e aprende o sentido além dessa efemeridade, no jogo sujo da existência, alimenta tua alma, passageiro apesar de não encontrar acalento em teus companheiros...
Tiago Mattoso
Escrito por Tiago às 03h07
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