Paranóia do Direito
Eu tenho direito. Previsto em Lei positivada, um direito, dois, três. Direito à moradia, à educação, à saúde, ao lazer, direito de ser feliz. Direito de ser digno.
Mecanismo para pleitear minhas pretensões a direitos: a ação.
A ação. O que é? Direito subjetivo público.
Pretensões correspondem a obrigações e vice e versa.
Direitos subjetivos. Direitos objetivos.
Tantos direitos a Lei me faculta. Sou pessoa humana já consciente de direitos que dizem nascer da minha personalidade, já que não os constato na natureza.
Quantos direitos! Como farei agora para conciliá-los aos direitos de outrem?
Escrito por Tiago às 22h55
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
Síndrome do sucesso
Antes de aparecer à existência (roto, mas digno) sou um sucesso, depois de vir a ser alguém já sou bem sucedido.
Desde então todos me desejam bons agouros para todo o sempre. Sou igualmente agraciado com toda essa forma lisonjeada de ser; superestimo igualmente a todos com sorrisos de complacência.
Nas reuniões casuais com pessoas triviais curvo-me à minha língua disparatada que anuncia a todos meus asseclas mil e uma palavras de bom combate todos os santos dias.
Estupefato sou com o desempenho da minha própria língua que discursa em benemérito do resto de mim.
É um carma difícil de retirar esta tal síndrome do bom agouro que se instala na alma sub-repticiamente, deslancha sem perder de vista e faz de mim um sujeito acima de qualquer suspeita.
É preciso dizer que uma só vez tive um desatino cruel em virtude dos meus pensamentos bem-aventurados.
Pensei que tudo se resumia à opinião dos outros. Então era como se o sucesso não me pertencesse naturalmente, mas estivesse na língua de outrem que sempre me desejou o sucesso que não podia ter.
Sucesso na vida, profissão, no amor, old friend!
Desalinhado, mas convicto das minhas qualificações, retirei minha roupa de super-star e dirigi-me à varanda.
T. M S
Escrito por Tiago às 20h03
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
Saúde nota 10
Governo regional de Madri confirma envio de um cirurgião espanhol a Cuba
MADRI, 25 dez (AFP) - O governo regional de Madri, controlado pelo opositor Partido Popular (PP, direita), confirmou nesta segunda-feira o envio a Cuba do cirurgião espanhol José Luis García Sabrido, chefe do serviço de cirurgia do hospital público Gregorio Marañón, de Madri, para examinar o presidente cubano Fidel Castro e decidir se terá de ser operado novamente.
A patricinha de botique e o estudante universitário sempre disseram que a SAÚDE (oh, pecado da abstração) em CUBA era de Primeiro Mundo.
Chamem os espanhóis.
Escrito por Tiago às 14h46
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
Tropicália
Ministério do Trabalho e Emprego. Trabalhando para um Brasil
melhor. Incluindo-epa,opa- novas profissões.
Entre aqui, epa, opa.
Escrito por Tiago às 10h27
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|

http://www.pnajaca.blogspot.com/
Escrito por Tiago às 23h45
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
Viciei-me a priori.
É possível? A prática contumaz desse vício é deveras prazerosa. Diga sinceramente para si que nunca leu o Código da Vince – todos os colegas diletos das arcadas juvenis já o leram- e que por isso mesmo o livro não passa de relés, abjeta e parca literatura. Já foi assistir ao filme? Não, se nem li o livro ainda, mas assistirei com risadinhas. Disseram-me que o filme é bem pior para quem já leu do livro. Desdenhe duplamente a escolha de toda humanidade. Austero e lúcido mostre seu exemplar da Montanha Mágica de Thomas Mann. Nem precisei lê-lo para sabê-lo como literatura absoluta. Dê uma de “ autoritário” e bonachão. No fim, coloque tudo a culpa em Kant. Problema do imperativo categórico, viciei-me a priori.
Escrito por Tiago às 20h48
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
I Shot A Man In Reno
I Shot A Man In Reno
Johhny Cash
I hear the train a comin' It's rollin' 'round the bend, And I ain't seen the sunshine, Since, I don't know when! I'm stuck in Folsom Prison, And time keeps draggin' on. But that train keeps a-rollin', On down to San Antone!
When I was just a baby, My Mama told me, "Son, Always be a good boy Don't ever play with guns." But I shot a man in Reno, Just to watch him die. When I hear that whistle blowin', I hang my head and cry.
I bet there's rich folks eatin' In a fancy dining car They're prob'ly drinkin' coffee, And smokin' big cigars! But I know I had it comin' I know I can't be free. But those people keep a-movin', And that's what tortures me...
Well, if they freed me from this prison, If that railroad train was mine, I bet I'd move out over a little Farther down the line, Far from Folsom Prison, That's where I want to stay! And I'd let that lonesome whistle, Blow my Blues away.
Escrito por Tiago às 21h14
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
Memórias de um grande paisano
Das vantagens do nosso cotidiano. Minha vida significa um precatório.
Ao ser credor lembre-se:
O Estado não pode falir.
Escrito por Tiago às 15h15
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
Escutei Matthaus Passion do Bach hoje.
Não existe a “ pós-modernidade”. Ab initio, modernidade tem efeito erga omnes.
Hoje descobri o significado da festa juvenil “ micareta”.
Que detonem a modernidade!
Escrito por Tiago às 17h14
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
Andar na Linha
I Walk The Line
Johnny Cash
I keep a close watch on this heart of mine I keep my eyes wide open all the time. I keep the ends out for the tie that binds Because you're mine, I walk the line I find it very, very easy to be true I find myself alone when each day is through Yes, I'll admit I'm a fool for you Because you're mine, I walk the line As sure as night is dark and day is light I keep you on my mind both day and night And happiness I've known proves that it's right Because you're mine, I walk the line You've got a way to keep me on your side You give me cause for love that I can't hide For you I know I'd even try to turn the tide Because you're mine, I walk the line
Escrito por Tiago às 07h57
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
A idéia é a desfaçatez do mistério
A idéia é a desfaçatez do mistério. Categoriza o indivíduo pelo senso político. Intitula destro ou canhoto com a voracidade do principiante. Deduz atrocidade ou alberga o título de destruidor do sistema. Já esclarecido pela lógica da idéia diz: conscientizado e não alienado. Aos poucos lê menos e vive pouco. Arroga-se no direito de ditar normas democraticamente consensuais. Pasme! Considera-se mais justo que a “maioria” por ser “ minoria”. Desventurado, pois de coitado não tem nada. Crê na razão já enlouquecida: o seu castelo de marfim construído suporta, quem sabe, as diabruras do real. Desfaz as complicações ao instituir o reino da mentira sobre si para encalhar no reino imaginário a perseguir “ moinhos de vento”. Ele pertence ao “ movimento ideológico e político” e já faz parte desse mundo. Esqueceu da armadilha do real. De mais a mais tenta transformar a realidade ao seu deslinde, como artesão desastrado e incongruente. No fim quando o sol tardar a aparecer – por ser considerado “ diplomático das coisas”- quem sabe, orgulhoso como és, sorrirá com gesto amargo ou, na melhor das incertezas, ajoelhará convencido da perda, mas com a nobreza do olhar.
Escrito por Tiago às 23h24
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
One Art
One Art Elizabeth Bishop
The art of losing isn't hard to master; so many things seem filled with the intent to be lost that their loss is no disaster.
Lose something every day. Accept the fluster of lost door keys, the hour badly spent. The art of losing isn't hard to master.
Then practice losing farther, losing faster: places, and names, and where it was you meant to travel. None of these will bring disaster.
I lost my mother's watch. And look! my last, or next-to-last, of three loved houses went. The art of losing isn't hard to master.
I lost two cities, lovely ones. And, vaster, some realms I owned, two rivers, a continent. I miss them, but it wasn't a disaster.
--Even losing you (the joking voice, a gesture I love) I shan't have lied. It's evident the art of losing's not too hard to master though it may look like (Write it!) like disaster.
Escrito por Tiago às 20h19
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
Tropicália multicultural
Imagine se a civilização fosse governada por esquimós?
Escrito por Tiago às 14h07
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
Tirinhas da sorte
Cole as figurinhas da sua personalidade pública preferida.

Escrito por Tiago às 20h01
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
O mundo é uma repartição pública
De todas as opiniões surgidas por esse referendo do SIM ou NÃO, das mais esdrúxulas que ligam morte a arma de fogo, mais interessante ainda é notar que os propagandistas de ambos os lados conciliam-se no petitio principii de que a culpa das mazelas do país é do Papaizão Coercivo, ou o Servidor Público Lato sensu, pois este, deduzem, não está suficientemente presente na vida humana de tal modo que supra qualquer espaço disponível de liberdade e, assim, nos proteja de “ todo o mal”.
Paradoxalmente, reparo que muitos aderentes do Não – os pretensiosamente defensores da “ legítima defesa”, ousam admitir a máxima da ausência do Estado como “ justificativa” pela “ violência” , igualando-se aos “ Sim” que querem retirar qualquer espaço para a escolha humana propagando a idéia manifesta de que a culpa do bandido ser maldoso e consequentemente matar é pelo simples fato de carregar uma arma de fogo. Independente da minha escolha- a correição de ser contrário a qualquer despautério estatal e votar " Não"- cria-se uma espécie de desvinculação da liberdade responsável que o indivíduo possa ter a fim de se depositar sobre cada vida humana a responsabilidade do poder estatal sobre a escolha individual e livre.
É atroz.
Escrito por Tiago às 16h50
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
|